Psicóloga Rosana Barros usa tribuna da Câmara Municipal para falar sobre a importância da campanha contra suicídios

DA REDAÇÃO – A psicóloga Rosana Barros da Silva, que atua dando suporte à Secretaria de Saúde de Lábrea e também no Núcleo de Apoio à Saúde da Família, ocupou a tribuna livre da Câmara Municipal na última sessão para falar sobre a Campanha Setembro Amarelo. Segundo ela, essa campanha precisa crescer e se consolidar em razão de sua importância para a prevenção do suicídio.

Conforme informações da psicóloga, em Lábrea também há casos de suicídio, embora alguns nem chegam a ser notificados porque as pessoas não querem que seu ente querido, a vítima, seja motivo de pré-julgamento. Ela afirma que embora o suicídio seja o último ato que a pessoa venha a tomar, os problemas começam bem antes com depressão, transtornos de ansiedade, síndrome do pânico, isolamento social e auto-estima baixa. “O suicídio ocorre em qualquer classe social. Qualquer um de nós ou nossos familiares está sujeito a passar por essa situação”, diz.

O que a SEMSA, o NASF e outros órgãos ligados a saúde vem fazendo é alertar a população sobre esses casos. Durante a semana, segundo Rosana, está sendo feito capacitação com todo o setor relacionado a saúde. “Muitas vezes com uma palavra você consegue notar se o paciente tem ou não vontade de viver. O comportamento pode ser um sinal de alerta”, observa.

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O SETEMBRO AMARELO
Setembro Amarelo é uma campanha brasileira de prevenção ao suicídio, iniciada em 2015. É uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). O mês de setembro foi escolhido para a campanha porque, desde 2003, o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. A ideia é promover eventos que abram espaço para debates sobre suicídio e divulgar o tema alertando a população sobre a importância de sua discussão.

No Brasil, o suicídio é considerado um problema de saúde pública e sua ocorrência tem aumentado muito entre jovens. De acordo com números oficiais, 32 brasileiros se matam por dia em média, sendo essa uma taxa maior do que a de vítimas de AIDS e da maioria dos tipos de câncer.
De acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2014, o Brasil está em oitavo lugar dentre os países com maior número de suicídios, atrás de Índia, China, Estados Unidos, Rússia, Japão, Coreia do Sul e Paquistão.

O Rio Grande do Sul tem a maior taxa, com 10,2 suicídios por cem mil habitantes, seguido de Roraima, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, conforme levantamento do Ministério da Saúde abarcando o período de 2006 a 2010.

No mundo, o suicídio é a terceira causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos e a sétima causa de morte de crianças entre 10 e 14 anos de idade. A OMS também afirma que o suicídio tem prevenção em 90 porcento dos casos. Daí a importância do trabalho que vem sendo feito em Lábrea.

A origem da Cor Amarela
Em 1994, um jovem americano de apenas 17 anos, chamado Mike Emme, tirou a própria vida dirigindo seu carro amarelo. Seus amigos e familiares distribuíram no funeral cartões com fitas amarelas e mensagens de apoio para pessoas que estivessem enfrentando o mesmo desespero de Mike, e a mensagem foi se espelhando mundo afora.

O carro era um Mustang 68, restaurado e pintado pelo próprio Mike. Os pais de Mike, Dale Emme e Darlene Emme, iniciaram a campanha do programa de prevenção do suicídio “fita amarela”, ou “yellow ribbon”, em inglês.

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