Paulo Jorge Gadelha de Oliveira, Delegado de Lábrea

Desde que assumiu o comando da Delegacia de Lábrea, há cerca de 30 dias, o delegado Paulo Jorge Gadelha de Oliveira já desativou o famoso “Corró”, como era conhecida a parte que ficava na entrada da recepção e que causava constrangimento às pessoas que iam ao local registrar suas queixas.

Em entrevista à redação de A Voz do Purus, o delegado afirmou que atua no ramo há 18 anos, tendo passado por várias delegacias e ele considera que o local mais complicado onde teve de atuar foi em Lábrea. Assegura, contudo, que vem trabalhando arduamente e está planejando várias ações de melhoria, como é o caso da construção do muro em volta do terreno.

Logo que chegou a Lábrea, conta o delegado, uma das primeiras ações que ele fez foi revistar toda a cadeia pública. Detectou muita sujeira e desorganização. Havia, segundo ele, muita coisa que não deveria existir dentro de celas.

O delegado conta que os presos eram muito rebeldes e se sentiam donos da carceragem. Foi retirado tudo o que havia em excesso. Os presos tinham até seis camisas, quatro bermudas, colchões grandes e furados e as celas estavam fedendo. Paulo Gadelha determinou a limpeza e ordenou que cada preso ficasse com apenas a roupa de uso e mais uma muda para troca. Ele também mandou retirar sacolas e fios que existiam em algumas celas. Trocou colchões por colchonetes e hoje a mudança é visível, além de limpeza e respeito à organização.

Construção do Muro

Ao falar sobre a construção do muro, o delegado diz que conseguiu boa parte do material junto aos empresários e pessoas de bem da cidade, mas que ainda falta a grade que ele pretende colocar na frente da delegacia, já que não pode perder a visão do local. O delegado afirma que os empresários e as pessoas da cidade estão ajudando bastante para que seja obtido o material necessário. Ele também diz que conta com o apoio da Prefeitura, que deverá fornecer a mão de obra. O muro, ressalta, deve ser de ao menos dois metros e meio de altura, com cerca elétrica para garantir maior proteção.

Rotatividade dos delegados

A respeito do tempo em que permanecerá na delegacia, Paulo Gadelha afirma que em princípio ele seria enviado para Eirunepé, mas por motivos de segurança (já que teve um problema em cidade vizinha), pediu para ser enviado a outro local. Foi aí que escolheram um colega de Lábrea e ele veio substituí-lo por um período de três ou quatro meses, mas afirmou que às vezes permitem que ele fique por mais tempo do que o previsto. O certo é que, enquanto permanecer por aqui, ele quer dar prosseguimento às metas que estabeleceu e pretende servir da melhor maneira possível à comunidade.

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