Médicos chegam para completar as Equipes de Saúde Indígena no DSEI Médio Rio Purus

ÁLBUM COM FOTOS AO FINAL DA REPORTAGEM – Cumprindo a promessa, o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, encaminha para a cidade de Lábrea os Médicos inscritos e homologados no Programa Mais Médicos para o Brasil, que é um programa cujo objetivo é suprir a carência de Médicos nos municípios do interior e nas periferias das grandes cidades do Brasil.

Se apresentaram para o DSEI Médio Rio Purus os Doutores Alexander Alexandrino Aleixo da Cunha, Kaio Felipe Borges Mendes, Luciana Sampaio dos Santos Freire, Maxeline Paes de Barros, Vladimir Fernandes da Cunha e Washington Raylon Gonçalves da Silva, e a Doutora Gabriele Vendramel Merlim para a SEMSA Lábrea.

Conforme dados do Ministério da Saúde (http://maismedicos.gov.br/conheca-programa), o programa somou-se a um conjunto de ações e inciativas do governo para o aprimoramento e fortalecimento da Atenção Básica do país e passou a contribuir para um salto expressivo nos patamares de acesso, qualidade e legitimidade do SUS. É parte de um amplo esforço da União, com apoio de Estados e Municípios, para a melhoria do atendimento aos usuários dos serviços públicos de saúde.

Além de levar mais médicos para regiões onde há escassez ou ausência desses profissionais, como era o caso da Saúde Indígena e dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas, principalmente do norte do país, o programa prevê, ainda, mais investimentos para construção, reforma e ampliação de Unidades Básicas de Saúde (UBS), inclusive as indígenas, além de novas vagas de graduação, e residência médica para qualificar a formação desses profissionais.

Assim, com a chegada destes profissionais, o programa melhora o atendimento básico aos nossos Povos Indígenas, qualificando-o, e cria condições para a garantia ao acesso da assistência em saúde, com a ampliação das ações, e onde o programa provoca melhorias na qualidade e humaniza o atendimento, com médicos que criam vínculos com seus pacientes e com a comunidade visto que são alocados e se fixam em determinado Polo Base.

ACOLHIMENTO
O DSEI MRP recepcionou os Médicos no aeroporto e realizou uma primeira acolhida apresentando-os à sede e aos Colaboradores da DIASI/NASI, onde foram recebidos com um café da manhã e pelo Coordenador Distrital, Carlos Galvão, Presidente do CONDISI MRP e Lideranças, como Sr.° Marcelino Apurinã e Marcílio Batalha.

Em sendo a Saúde Indígena um sistema diferenciado e em que se respeitam as especificidades dos Povos Indígenas, sua cultura e medicina tradicional, bem como há a necessidade, e é missão da SESAI/MS, realizar atendimento diferenciado por estes profissionais que vão atuar em aldeias, passaram por uma capacitação introdutória para a atuação junto ao Subsistema de Saúde Indígena (SASISUS) em Brasília e por um Acolhimento Institucional em Lábrea, através do DSEI MRP, onde foram abordados vários assuntos relacionados à Saúde Indígena e programas da Atenção Básica como também o funcionamento da assistência nas comunidades indígenas.

Para o Coordenador Carlos Galvão, o Acolhimento com informações específicas da saúde indígena, auxilia a atuação dos Médicos recém-chegados visto que irão se deparar com uma realidade diferenciada, completamente distinta da existente em uma sede de município, com adversidades a serem enfrentadas, como é a saúde indígena. Procurou-se passar para eles o olhar diferenciado que o profissional que vai atuar no DSEI MRP deve ter, e o cuidado específico focado na saúde da criança, da mulher, na diminuição da mortalidade infantil e o respeito intercultural presente na interlocução com os povos indígenas.

Destacou-se ser desafiador atuar na Saúde Indígena e principalmente na selva amazônica, mas também se propôs que sejam firmes e levem conhecimento e atenção qualificada a esses povos que tanto lutaram para ter assistência em saúde nas suas comunidades.
Os Médicos que vão atuar na Saúde Indígena devem saber que não é uma missão fácil, mas é gratificante! O cuidado com esses povos deve ser igual ao atendimento que qualquer brasileiro recebe, eles fazem parte da sociedade brasileira, e devem ter o mesmo respeito e qualidade na atenção, porém, devem ser tratados de forma diferenciada e com equidade.

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