Prefeito de Canutama recusa acordo e prejudica milhares de produtores

Prefeito Otaniel Lyra

As estradas na fronteira entre o município de Canutama, no Amazonas, e Porto Velho, são um sério problema quando se trata de manutenção, principalmente do lado de Canutama, já que a sede do município fica a centenas de quilômetros e trazer máquinas praticamente até a fronteira, que em alguns pontos fica a menos de 30 km de Porto Velho, é quase impossível, já que não existe acesso terrestre.

A fronteiriça entre os dois municípios é irregular e em alguns pontos parece um “serrote”. Uma ponta está em Rondônia e outra no Amazonas. Um lado da estrada é Rondônia, município de Porto Velho, e o outro lado já é Amazonas, município de Canutama. O problema é que sem a existência de um Termo de Cooperação, as máquinas da prefeitura de Porto Velho não podem, por força de Lei, “invadir” o território amazonense e os produtores das linhas 42, 33, 22,27,36,17, 7, 8, Ramal dos Tigres e Travessão 22 e Transpurus ficam praticamente sem estradas e muitos perdem totalmente a produção porque as vias ficam intransitáveis. A situação seria até fácil de ser resolvida caso o prefeito de Canutama, Otaniel Lyra, concordasse em assinar um Termo de Cooperação com o município de Porto Velho e cedesse uma menos um caminhão. E mesmo que não entrasse com nenhuma ajuda, a prefeitura de Porto Velho poderia fazer o trabalho.

Segundo fontes, Otaniel Lyra não está disposto a firmar parceria porque “os moradores daquela região sequer votam em Canutama”. Nesse aspecto, ele tem razão, mas condenar milhares de produtores a perder suas safras por mera mesquinharia política é, no mínimo, ausência de bom senso. Os produtores rurais procuraram as autoridades em Porto Velho e estudam possíveis medidas judiciais para obrigar Lyra a assinar Termo de Cooperação, já que sem manutenção, as estradas vão simplesmente desaparecer, deixando um grande numero de pessoas totalmente isoladas.

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